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The project

Apresentação do projeto:

 

O Brasil é criticado quanto ao desmatamento massivo causado pela indústria agro alimentar, pecuária ou pela monocultura. No entanto, existem outras ameaças que são ainda mais agravantes na região amazônica, destacando-se dentre elas a construção de usinas Hidroelétricas (UHE) formando um “cinturão energético amazônico”.

 

A política energética do Brasil é baseada em um forte aumento da demanda de energia. Devido às crescentes necessidades, há planos para a construção de dezenas de barragens na Amazônia até 2030. 33 já estão em estudos, como o UHE em Bem Querer.

A maior quantidade dessa energia é consumida pelos estados sul-sudeste do Brasil, onde estão as megacidades de São Paulo (20 milhões de habitantes), Rio de Janeiro (11,2 milhões) e Brasília (3,8 milhões).

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Através da entrevista com atores: Civil, Associações, ONGs, Centro de Pesquisa e Consultoria, esse documentário vai apresentar esse “cinturão” e a política energética brasileira.

O filme também dará a voz para a população que é demasiadamente ignorada face aos interesses de um país-continente como o Brasil.

 

Tomamos como exemplo o estado de Roraima localizado no norte do Brasil. Através de situações das diversas barragens como: Bem Querer, em projeto, Jatapu já construída e Cotingo, cuja construção foi bloqueada pela população indígena local; serão ilustradas as falhas de uma política energética baseada em grande parte nas usinas hidrelétricas e serão questionados os responsáveis por essa tomada de decisão.

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Roraima - Estado setentrional do Brasil

 

No Brasil, desde a década de 1980, todos os grandes projetos de barragem têm sido objeto de inúmeras controvérsias e luta de movimentos ambientalistas:

 

-Estado do Pará, usina de Belo Monte: expropriação da população indígena protegida pela Constituição e ineficiência energética. Críticas internacionais recorrentes.

Situação atual: Em construção.

-Estado do Amazonas, usina de Balbina: maior desastre ambiental no Brasil; inundação de uma área de 2.360 km² para uma produção de 250MW.

Situação atual: Construída.

-Estado de Roraima, usina do rio Cotingo: edificado em terras indígenas.

Situação atual: Projeto abortado.

 

 

 É verdade que essas grandes estruturas permitem ao Brasil assegurar a independência energética. Mas quais são seus impactos sobre as pessoas que vivem no entorno das áreas atingidas?

De fato, do início da construção até o funcionamento, eles trazem, implacavelmente, mudanças na vida da população local.

 

- Como funciona o processo de construção de grandes obras no Brasil?

- Quais são as ferramentas democráticas do povo brasileiro?

- Quais são as alternativas e outras visões de desenvolvimento defendidas por atores da sociedade civil no Brasil?

 

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Ponte sobre o rio Branco, Boa Vista

 

 

 Em abril de 2011, no estado de Roraima, Afredo Cruz viu chegar às suas terras engenheiros da consultoria Hydros a fim de fazer um estudo de viabilidade da instalação de uma Usina HidrElétrica (UHE) no rio Branco.

 

Quando ele perguntou se a população estava informada, os engenheiros responderam que eles não iriam divulgar nenhuma informação.

 

Em novembro de 2012, a pedido do governador, a Assembléia Legislativa do Estado emenda a constituição regional, a fim de retirar a proteção ambiental da zona de construção.

Uma parte da população se indigna e se manifesta contra o projeto. O mês seguinte surge uma frente de oposição, a Frente Salve o Rio Branco.

 

Seu objetivo é de mostrar que o projeto não será uma boa solução para abastecer Roraima.

 

O slogan da Frente Salve o Rio Branco: “Uma alternativa é possível”.

 

Em março de 2013, fomos encontrar um de seus movimentos, o movimento Puraké.

 

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Vista da ponte de Boa Vista sobre o rio Branco (estação seca)

 

 

Soubemos a partir desse movimento, que o impacto socioambiental a ser gerado em Roraima é desproporcional à energia a ser gerada, ou seja, o prejuízo em função do beneficio será bem mais alto em Bem Querer que em todas as outras barragens em planejamento.

 

Além disso, observamos que o processo democrático é inexistente, não houve nenhuma consulta organizada do Governo com o público sobre as decisões tomadas e não foram colocadas em questão as diferentes alternativas energéticas para essa região.

 

Porque não há estudos locais sobre empreendimentos à energia eólica enquanto o Estado tem um dos grandes potenciais do país?

 

E sobre Jatapu, planta de Roraima que tem apenas uma turbina funcionando sobre quatro instaladas?

 

Existe um lobby dos construtores? Ou das indústrias de mineração? Quem vai usar esse potencial de energia em Roraima? Há conflitos de interesses?

 

A que custo? Para benefício de quem?

 

 

O impacto social e ambiental:

 

Durante os primeiros encontros em Boa Vista (capital do estado de Roraima), se soube através de entrevistas com especialistas, que a construção de uma barragem iria interferir o ciclo anual do rio Branco, tanto na estação seca quanto na estação chuvosa, e consequentemente afetaria a fauna, a flora e a sociedade como um todo.

 

O caso de Belo Monte na Amazônia, e várias barragens de menor porte no Brasil, mostra que a construção de importância nacional implica uma forte imigração decorrente da oferta de trabalho. Essa imigração é raramente antecipada pelo governo e a indústria, e assim leva sérios problemas à saúde, à segurança, à habitação nas áreas atingidas pela construção.

E na cidade de Caracaraí? Como o Estado de Roraima prevê enfrentar esses problemas? Porque não se concentrar em soluções menos impactantes?

 

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Mapa do potencial eólico do norte do Brasil.

 

 

Como chegamos nessa situação?

Na noite de 13 de outubro de 2012, a Assembleia do estado de Roraima alterou uma emenda estipulando "prevenir a evasão, alteração e destruição de obras de arte e do bem comum do povo" da Constituição, em antecipação da futura construção.

 Os políticos de Roraima estão preparando o estado para receber esta obra, falando à população sobre o progresso e independência energética. Esta por sua vez, haverá de qualquer forma, será adquirido em 2015 com a construção de uma linha elétrica que liga o estado com o sistema elétrico nacional.

 

 

A ausência de verdadeiro processo democrático envolvendo a população sobre tais projetos de geração de energia tem sido observada várias vezes na floresta amazônica. Mas porque temer a opinião do povo?

 

 

"(...) o principal motivo da nossa vinda aqui hoje no plenário, é dar essa boa notícia. Isso representa para nós muito, porque o nosso Estado de Roraima é um Estado que depende da energia de guri na Venezuela, e todos nós queremos ter a nossa autonomia energética.(...)

 

Isso para nós Senador Mozarildo é muito importante, porque isso representa a antecipação de um sonho nosso que é ter energia confiável em nosso Estado. Então essa possibilidade para mim e para todos os habitantes do nosso Estado, que alimentamos o sonho de vermos Roraima participando dos projetos de desenvolvimento nacional, os projetos de desenvolvimento de todos os Estados brasileiros.

 

É inconcebível pensar no desenvolvimento econômico de um Estado, hoje, lá no extremo norte, sem que esse Estado tenha energia elétrica confiável. Por isso que é importante exaltarmos aqui essas obras de infraestrutura para o nosso Estado. Estas hidrelétricas que foram mencionadas aqui – Paredão, Bem Querer –, a linha de transmissão que vem lá de Tucuruí, Manaus, Boa Vista, enfim, esse conjunto de obras representa para o nosso Estado a nossa independência, a nossa autonomia econômica, a nossa autonomia energética.”

Srª Angela Portela (Deputada Bloco/PT – RR)

 

"Por acaso há escassez de energia em Roraima? E os contratos milionários com a Venezuela e com empresas brasileiras que têm parques termoelétricos aqui? O que é feito com a nossa energia? Por que pagamos um valor tão alto por uma energia que nos chega do exterior a um preço tão barato? Se o regime de chuvas de Roraima é o mesmo que abastece a represa de Guri, na Venezuela, para que serviria criar uma hidrelétrica que pode padecer dos mesmos problemas climáticos? Por que não exploram todo o potencial da hidrelétrica de Jatapu? Por que não insistir na ligação com o sistema Tucuruí, este sim, pertencente a outra região climática. E a energia solar, eólica, de biomassa, todas as fontes tão abundantes por aqui, por que não investir nisso?

 

Roraima não se desenvolve não é por falta de energia, é por falta de vergonha na cara de muitos dirigentes e por causa da impunidade que enche a Penitenciária Agrícola de pobres, enquanto os ladrões do dinheiro público desfilam pelas ruas sempre defendendo o “desenvolvimento."

 

Jaime Brasil Filho, Folha de Boa Vista, 03/11/2012

 

Este documentário terá objetivo de fornecer respostas a estas perguntas a fim de ter uma compreensão da política energética do atual governo e uma ideia do que pode ser Roraima daqui a algumas décadas.

 

Para concluir essa viagem nas terras de Roraima, falaremos do planejamento de construir essas usinas na Amazonia inteira e dos efeitos sobre a floresta.

 

Uma última entrevista permitirá comparar o que aconteceu no estado do Roraima com o resto da Amazônia para poder entender qual é o plano do governo, e qual tipo de Amazônia esse desenvolvimento vai nos deixar.   

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Barragens construídas na região amazônica.      

Legenda:

Círculo Laranja: Em construção Círculo Vermelho: Planejamento

Quadro Vermelho: Brasília (inferior), Bem Querer (superior). Círculo Roxo: Inventariado

 

 

  FICHA TÉCNICA do FILME:   Nome: SALVE O RIO BRANCO - UM RIO EM PERIGO

Duração: 52min

Formato: HD

Idiomas: Francês – Português

Filmagem: Outubro-Novembro 2013

Lançamento: 2014  

 

OS LOCAIS DO FILME:

 

-Roraima

Este estado é um dos mais esquecidos do Brasil, no entanto, é reconhecido como um dos lugares mais bonitos do mundo. Você talvez o conheça devido ao filme de animação "Up - Altas Aventuras" (Up !)  dirigido por Pete Docter, que mostra a paisagem do Monte Roraima (o qual dá nome ao estado), marcando a tríplice fronteira entre a Venezuela, a Guiana e o Brasil.  

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Roraima

 

Este documentário além de levantar as questões de grande importância para a população roraimense mostrará a riqueza natural deste estado e a importância de preservá-la.

O rio Branco, que tem sua origem no Monte Roraima é o principal rio do estado. Ele é um afluente do rio Negro que compõem com o Rio Solimões, o rio Amazonas. 

 

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Mapa do Estado de Roraima

 

 A localização da filmagem será na corredeira chamada Bem Querer, a poucos quilômetros da cidade de Caracaraí, ao sul de Boa Vista. Lá, serão realizadas reuniões com pescadores, agricultores e cidadãos envolvidos na luta contra a barragem.

 

Em Boa Vista, capital do estado de Roraima, será realizada entrevistas com ONGs, consultoras ambientais e centro de pesquisas e por fim, os políticos envolvidos.

Ao norte de Roraima, encontraremos os índios em suas terras para falar da luta vitoriosa de quando se opuseram à construção da usina no Cotingo.

 

-Manaus

Outra parte do filme será filmada em Manaus, onde é baseado o Instituto Nacional de Pesquisa na Amazônia (INPA), neste ambiente trabalham os biólogos, os sociólogos e outros pesquisadores.

 

-Brasília

Finalmente, iremos à Brasília, onde estão os Ministérios de Minas e Energia, o Ministério do Meio Ambiente e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

 

 

PERSONAGENS:

 

Além das pessoas que já foram encontradasb serão interrogados os representantes de empresas responsáveis pelos estudos sobre as usinas (HYDROS, Femarh, ...) pela construção de barragens (Eletronorte, CERR, ...), os representantes políticos do estado de Roraima e cientistas de IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que darão suas opiniões políticas ou técnicas sobre a barragem.

 

Contrastando os pontos de vista e com o apoio da análise científica, estes atores permitirão ilustrar o aspecto democrático, socioeconômico, técnico e ambiental da situação de Roraima. 

 

Alfredo Cruz:

Empresário, morador de Boa Vista e proprietário do único restaurante na corredeira do Querer Bem.

Ele recebeu os engenheiros do escritório Hydros e é o primeiro morador local a saber que o projeto da barragem estava a caminho. Ele começou a questionar e informar a sociedade civil em 2011. Ele vai nos contar como a história começou e será o narrador do início do documentário.

 

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 Joca:

Morador de Bem Querer, barqueiro de profissão, ele conhece muito bem a corredeira e a região.

 

Ele irá representar as pessoas que serão atingidas pela construção da barragem e falar sobre seus sentimentos sobre o deslocamento dessas populações. Seus irmãos são pescadores vivendo em Caracaraí e serão entrevistados sobre as consequências da futura construção nas suas atividades.

 

2

 

Ciro Campos :

Morador de Boa Vista, analista ambiental, ele é um membro fundador do Movimento Puraké (componente da Frente Salve o Rio Branco).

 

Ele representa a sociedade civil fazendo debate em reuniões e assembleias populares criticando o projeto e pedindo estudos e consulta pública. Ele será o segundo narrador do documentário e será entrevistado sobre a alternativa à barragem, as energias renováveis.

 

                                                    Ciro

 

Lucia Rapp e Jansen Zuanon :

 

Biólogos que trabalham no INPA, em Manaus.

Cientistas que serão entrevistados sobre os efeitos das barragens sobre a fauna e a flora. Entre outras questões, esclarecerão sobre os estudos a respeito de outras barragens brasileiras. Eles responderão as perguntas sobre os impactos sociais e ambientais.

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 Romério Brigli Ferreira:

Analista Ambiental na ICMBio.

Ele compartilhará os resultados da avaliação do impacto ambiental sobre o Rio Branco solicitado pelo estudo da EPE.

 

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Jaime Filho Brasil:

"Defensor Público", que vive em Boa Vista, ele é o mediador público entre o povo e o governo.

Ele se opõe ao projeto da barragem e vamos questioná-lo sobre a constitucionalidade do projeto e da atividade entorno dele.

 

 

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Why fund it?

Por que arrecadar fundos?

 

Se eu falo com você, através do concurso Primeiro Câmera é pelas razões seguintes:

 

Eu preciso ter o apoio de uma produtora francesa e uma co-produtora brasileira para ter as permissões de filmagem solicitadas pelo Centro de Cinematografia Brasileiro, pelos estados e as diferentes estruturas a serem entrevistadas.

 

Neste concurso eu preciso arrecadar um montante de 5000 Euros (13.000 Reais). 

 

- Os recursos captados vãos me ajudar para:

 

+ Contratar engenheiro de som: 15 dias  no valor de € 3.200

+ Pagar parte do transporte e alojamento para a equipe técnica:

+1400 € transporte aéreo + 800 € hospedagem

+Vôos:

 Rio de Janeiro> Boa Vista> Manaus> Rio de Janeiro

 

- Considerações

 

O projeto requer um orçamento pré-estimado de € 25.000. Ele inclui a remuneração de uma equipe técnica composta por um jornalista, um técnico de som e um editor.

 

O orçamento total também incluirá:

 

- O aluguel de equipamentos de som e vídeo;

- Aluguel de estação de montagem e calibragem;

- A remuneração de um engenheiro de som para a edição do filme;

- A edição em DVD.

 

Esta captação de recursos é necessária para realizar o filme, a fim de ter uma produção para assegurar a gestão administrativa e financeira do projeto.

 

Meu papel: Sou Rafael Martineau e trabalho como roteirista e diretor, cinegrafista, editor-in calibrador, tradutor e sou responsável da produção executiva.

 

Se conseguirmos financiar a primeira parte do documentário, isso vai dar credibilidade ao projeto e me permitir encontrar outros parceiros entre França e Brasil.

 

Eu conto com vocês!

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rafmartineau

Cadreur de formation, technicien lumière par passion, journaliste de profession. En 2009 ayant obtenu mon diplôme de cadreur à Paris, j' accompagne l’association Road Tree’p afin de filmer leurs actions en Afrique. Je voyage ensuite entre le Brésil et le Canada et rencontre des acteurs travaillant sur les questions sociales auprès d'ONG; sur la... See more

Newest comments

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et si tu as besoin de relecteur pour texte, grille d'entretien ... !!
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sujet super intéressant ! bon courage
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fais un beau film ! (et au cas où tu cherches du renfort pour le tournage et qu'à ce moment là je n'ai rien de prévu...)