Documentaire Orlando Pantera: la comète venue du Cap-Vert

Ajude-me a fazer um docu sobre a história de Orlando Pantera, um gênio musical cabo-verdiano que morreu tragicamente no início dos anos 2000

Visueel van project Documentaire Orlando Pantera: la comète venue du Cap-Vert
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21/02/2020
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Indie

Documentaire Orlando Pantera: la comète venue du Cap-Vert

Olá! Estou muito empolgado, orgulhoso e nervoso de apresentar meu primeiro projeto documental.

Obrigado já por seu tempo para estar aqui e me ler!

 

Como tudo começou?

Há um ano, três exploradores decidiram realizar um sonho: visitar cada um dos países Lusófonos para mergulhar na sua riqueza musical e descobrir as novas tendências. O nosso primeiro destino foi o arquipélago de Cabo Verde, onde já sabíamos da existência de um mito que transformaria a música Cabo-Verdiana para sempre, sem ter gravado um único álbum. Ainda hoje, considera-se que a única maneira de ouvir a sua música é compilar o material disperso que deixou para trás.

O nome dele? Orlando Pantera

Ao que parece, Pantera morreu tragicamente apenas dois dias antes de gravar o seu álbum em Paris. A nossa curiosidade recaiu, portanto, sobre ele, a sua vida e o que fez pela música. Ainda não sabíamos, mas Pantera acabou por se tornar no tema da nossa viagem, seguindo-nos para todo o lado como uma estrela da sorte. De regresso a casa, depois de uma série de encontros casuais e testemunhos de pessoas que o conheciam, de vários calafrios e até lágrimas derramadas ao ouvir a sua música, voltei com a certeza de que tínhamos de retribuir o que ele nos deu. A alegria que senti ao ouvir a sua música é partilhada com todos os cabo-verdianos, mas, acima de tudo, também com qualquer ser humano que a oiça.

Surgiu uma ideia:

Contar a história de Orlando Pantera: vida, trabalho e todo o legado que deixou, através de um documentário de investigação a lançar em agosto de 2020.

Assim, aqui estou - a poucas semanas de embarcar na maior aventura de sempre, que só será possível com a sua ajuda! 

Quem sou eu?

O meu nome é Alexandre (Alex, para os amigos), tenho 25 anos e nada me dá tanto prazer como partilhar histórias. Comecei por animar, na adolescência,  um programa na rádio da escola e vim, posteriormente, a criar a minha própria estação de rádio, ao mesmo tempo que prosseguia com os meus estudos em economia. Partilhar com o mundo a minha própria jornada musical através dos sons e ritmos que descubro nas profundezas do globo é uma das minhas maiores paixões. Passo a passo, comecei a interessar-me especialmente pela música tradicional, folclórica e popular da América Latina, África subsaariana e, nos últimos anos, do mundo Lusófono. 

Quem foi Orlando Pantera?

1 de março de 2001. Cabo Verde está mergulhado em tristeza e desordem profunda. Um dos seus maiores prodígios - Orlando Monteiro Barreto, mais conhecido como Orlando Pantera - morreu inesperadamente de pancreatite aguda, aos 33 anos de idade. Multi-instrumentista, compositor, escritor e professor dedicado às crianças da sua ilha, Pantera valorizou a cultura que o viu nascer e o povo que o abraçou, tornando-se numa figura de ponta pelo seu contributo musical e humano. Pantera deu corpo e alma à criação do seu próprio estilo, elevando e transcrevendo o batuque (música tocada e cantada pelos camponeses de sua ilha) para guitarra, com um toque da sua própria autenticidade um certo vestígio de jazz. A sua música é uma transcrição do quotidiano das gentes de Santiago, abordando as suas dificuldades no campo, no amor, as decepções ou os seus rituais de nascimento e funeral. "Eu sou cabo-verdiano", repetia com frequência. Dois dias após a sua morte, Pantera iria a Paris gravar o seu primeiro álbum, "Lapidu Na Bo" - o trabalho que finalmente exporia o seu talento perante o mundo, depois de anos a compor na sombra - que nunca veio porém a acontecer. 

O que aconteceu com Pantera? O que aconteceu à obra de quem, segundo o povo que chora a sua perda, transcendeu e desconstruiu as barreiras da música tradicional? O que aconteceu ao artista que inspirou a “Geração Pantera”, onde se contam os novos artistas nacionais, entre os quais, Mayra Andrade, Vady ou Tcheka?

"É quase patético, o seu talento era tão imenso (…) Cabo Verde não dará à luz um artista do seu calibre nos próximos 50 anos. Como Pelé, no futebol, ainda estamos procurando por essa pessoa."(...) 

Elísio Lopes, editor da Morabeza Records, com quem Pantera gravaria várias músicas para o álbum "Lapidu na Bô"

 

19 anos depois, a sua memória e o seu legado desvanecem-se. As gravações espontâneas são escassas, assim como os vídeos dos seus concertos. Ainda há imagens e entrevistas aqui e ali, para além de um belo documentário em registo teatral. Poucos ainda cantam as suas músicas, ainda ancoradas na consciência coletiva. Cabo Verde lamenta a perda de um filho que lhe tiraram dos braços, contentando-se com o vasculhar das vagas lembranças.

“Em todos os lugares ele impressiona, ele congela, ele se move. A sua música e os seus textos perturbam. Quase toca o íntimo, os melhores músicos têm arrepios ao descobri-lo: Pantera tem algo mais: essa alma extra ”

Mic Dax.

Pantera era um cometa: uma aparição repentina, quase divina, na Terra para trazer luz e orientação. Pantera marcou Cabo Verde e a história da música, apontando o caminho para que novas estrelas acendam hoje a tocha da sua herança. Este projeto tem como objetivo reativar esta tocha.

Para ouvir a musica de Pantera

Alguns artigos para ler:

Porque é tão importante contar sua história?

O objetivo deste projeto não é apenas contar uma história. A Cultura e o património fazem são as armas de um povo na preservação da sua própria identidade. Cabo Verde é um país jovem que, independente de Portugal há 45 anos, procura sua identidade no passado, no presente e no futuro. A arte e a música têm lugar de destaque na vida quotidiana de cada cabo-verdiano, sendo o cimento que os liga além mares. Lembrar Pantera é recuperar a história e contribuir para que essa identidade ganhe força.

O tempo não está do nosso lado: quanto mais esperarmos para contar a sua história, mais memórias desaparecerão. Agir é vital. Muito tragicamente, o produtor do seu álbum faleceu há dias, levando consigo inestimáveis pedaços de história, para sempre perdidos.

Este projeto é curado pelo coração humano e pelas almas dos amantes da música. Este projeto é importante para nós e gostaríamos que pudesse ser um pouco seu também!

Filmagens e a equipa

16 de Fevereiro será o início de uma viagem a Cabo Verde que durará duas semanas, durante as quais se filmará em diferentes locais e ilhas (Santiago, São Vicente e Santo Antão), até 2 de Março. Jan, técnico de som, e Léo, operador de câmera, roteirista e editor, serão a minha companhia durante esta viagem: sendo os olhos e os ouvidos com os quais poderei contar para capturar os testemunhos, cenas e emoções que inscreveremos no filme. Na minha passada viagem a Cabo Verde, descobri terreno e teci contactos, conhecendo a maioria das pessoas que virão no documentário - o que me tranquiliza quanto ao bom andamento do processo. O nosso foco será principalmente a qualidade das interações que teremos com as testemunhas, assim como a sensibilidade para capturar o quotidiano das pessoas no arquipélago. Será uma sorte testemunhar o Carnaval de Mindelo (21 a 25 de fevereiro) - evento único enraizado nas mais puras tradições cabo-verdianas.

Waar dient de collecte voor

Mas falemos de números

Concretamente, o projeto exige gastos impossíveis para que os tomemos a nosso cargo. O Jan, o Leo e eu oferecemos de bom grado o nosso tempo e energia, mas tal não é infelizmente um fim em si, dados os custos de transporte, equipamento e despesas diárias. Assim, toda as contribuições são bem vindas e aproximam-nos do grande objetivo final. 

É aqui que vocês entram!

Custos detalhados para as filmagens (duas semanas em Cabo Verde):

  • Voos ida-volta Bruxelas - Praia (Cabo Verde): 900 €
  •  Visa (x3): 90 €
  • Voos internos ida-volta Praia-Mindelo (x3): 540 €
  • Barco de ida e volta Mindelo - Santo Antão (x3): € 48
  • Estadia: 280 €
  • Comida: 300 €
  • Equipamento de áudio e vídeo + Seguro: 500 €
  • Hard drives: 130 €
  • Custos vinculados à plataforma: € 247
  • Custos inesperados: 300 €

TOTAL: € 3.335

O que acontecerá se excedermos a meta e se não?

Esta campanha é o primeiro passo dum projeto que pretende ser maior. O projeto continuará nos próximos meses com as filmagens planeadas em Lisboa, Paris, Bruxelas e Roterdão, para conhecer pessoas que o conheceram e podem trazer elementos importantes para o filme. Se, por acaso, excedermos a meta total de captação de recursos, investiremos recursos adicionais para financiar filmagens e produções futuras. Isto será comunicado de maneira aberta e transparente, com atualizações sobre o andamento do projeto e as decisões tomadas.

O importante é chegar à meta! Se não conseguirmos juntar a quantia necessária, as filmagens em Cabo Verde e todo o projeto estarão comprometidos. Projetos autogeridos e independentes como este são arriscados, dado os recursos envolvidos. Nós aceitamos essa responsabilidade e estamos cientes da ambição. Talvez loucos e sonhadores, mas determinados e ágeis, implacáveis ​​e confiantes de que podemos concluir este projeto. 

Gostaria de colaborar?

Ficaremos gratos e sensibilizados com a sua ajuda e o seu apoio. Há diferentes formas de o fazer: divulgando o projeto entre os seus amigos, família, bairro, redes sociais (BORA! :) ) ; partilhando a campanha nas suas páginas e, finalmente, enviando mensagens, sugestões, conselhos, dicas, enfim, tudo é bem vindo. 

Cada passo conta, seja pequeno ou gigante! 

Obrigado de coração!

Amor e reconhecimento,

Alex

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